março 24, 2012

Análise Completa de Skyward Sword

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The Legend of Zelda: Skyward Sword é o mais novo jogo da série. Lançado no final do ano passado, foi feito exclusivamente para o Wii, fazendo total uso de seus controles de movimento. É um dos jogos mais bem feitos da atualidade, chegando a ser o melhor jogo do console, e está entre os melhores Zeldas de todos, revolucionando a jogabilidade da franquia com seus novos controles de movimentos, ótimos dungeons, e excelentes gráficos.

Skyward Sword é uma grande novidade para a série, e conta com seus gráficos criativos e músicas de arrepiar. Tem uma estória muito bem feita, sendo umas das mais complexas da Nintendo. Sua jogabilidade é a maior inovação do jogo, que traz novos sistemas de gameplay para a série, e faz ótimo uso de seus revolucionários controles de movimento. Skyward Sword é definitivamente um dos melhores jogos de todos os tempos.


Gráficos                     


                              

Skyward Sword usa inovadores gráficos cel-shaded impressionistas. É uma mistura entre o visual colorido de The Wind Waker, para paisagens e inimigos, e o estilo realista de Twilight Princess, para armas e personagens. Mesmo com todas as limitações gráficas do Wii, o game tem belíssimos visuais, chegando a ser um dos melhores no console. Os ambientes são bem coloridos, sempre cheios de vida, com a claridade ideal para o tema local. Toda a cena se torna uma obra de arte impressionista. A arte visual do jogo é criativa e inovadora, representando perfeitamente as expressões faciais dos personagens. Os cinemáticos tiveram bastante foco por todo o jogo, sendo mais frequentes, adicionando drama à narrativa principal. A mistura dos gráficos realistas com os animados ficou perfeita para o jogo. A resolução gráfica agrada muito, e mesmo tendo alguns deslizes perceptíveis, como algumas texturas mal feitas, isso não tira sua atenção da diversão que o jogo proporciona o tempo todo.


Nota dos Gráficos: 9,8


Música


As músicas de Skyward Sword são muito bem feitas e memoráveis. A maioria delas são orquestradas, o que adicionou um novo nível de riqueza as trilhas sonoras. Alguns temas chegam a ser bastante complexos, o que os torna pouco memoráveis. Porém as músicas mais tocadas, como o tema principal, são muito boas. Todo o tema, sendo memorável ou não, se encaixou muito bem em seu ambiente. As trilhas sonoras dos Dungeons são muito boas e bastante adequadas ao cenário.

A harpa, o instrumento musical do jogo, é irrelevante e mal utilizada. Além de ser usada apenas poucas vezes, suas músicas não são tão memoráveis e tem pouca importância. A forma de tocar a harpa é bastante simples, aproveitando muito pouco os controles de movimento. É preciso apenas mover o controle de um lado para o outro repetidamente conforme o ritmo. Não é possível mudar de nota manualmente, isso o jogo faz. As músicas só podem ser tocadas em determinados locais, limitando muito o seu uso. O uso dos novos controles também é meio forçado e o reconhecimento dos movimentos é precário, chegando a tornar seu uso frustrante.


Nota das Músicas: 9,5


Estória


Você é Link, um garoto simples que mora em uma ilha flutuante no céu, Skyloft, onde os humanos vivem, e Zelda é sua grande amiga de infância, uma garota comum na vila. Em um belo dia, Zelda é sugada por um grande tornado abaixo das nuvens. Link então é obrigado a partir para a superfície e encarar o desconhecido em uma épica aventura, apenas com a ajuda de sua misteriosa companheira, Fi.

Skyward Sword tem uma estória simples, porém muito bem contada. É um conto bem linear, no estilo "objetivo apósobjetivo", com algumas reviravoltas interessantes. A estória do jogo antecede toda a estória da série, e mostra muito bem a origem de Hyrule. O jogo é repleto de cinemáticos, com uma estória muito envolvente que te prende do começo ao fim.


Nota da Estória: 10


Gameplay


A jogabilidade é bem intuitiva e muito bem aproveitada no jogo. Os controles escolhidos se encaixaram perfeitamente no Wii. Vários novos sistemas de gameplay foram adicionados ao jogo, sistemas que revolucionaram a série. Esse Zelda é bem diferente dos outros, tendo algumas situações um pouco mais variadas daquele esquema de sempre.

A estamina é um novo sistema de gameplay que adiciona uma nova dinâmica ao jogo. Link esta mais limitado fisicamente, e sempre que alguma ação de peso é feita, como correr, empurrar, escalar, etc., a estamina é gastada. Ela começa a se regenerar apenas quando Link para a ação pesada. Quando o medidor é esgotado, Link fica incapaz de atacar e fazer movimentos bruscos por um determinado tempo, o que pode ser fatal dentro de uma batalha. O sistema deixa a jogabilidade um pouco mais realista, e lembra que Link é apenas um humano. Com a estamina, agora Link esta muito mais ágil, podendo correr, o que é uma grande adição à série, sendo muito mais útil que os rolamentos dos jogos anteriores. Link pode agilizar vários processos chatos, como escalar e nadar, acelerando tudo com "boosts". Essas ações requerem bastante uso da estamina, limitando-as um pouco. Correr é bem efetivo no decorrer do jogo, principalmente quando você precisa atravessar grandes distancias.

O novo sistema de salvamento é bastante eficiente. Agora é possível salvar em determinados pontos no jogo, nas Bird Statues, que geralmente se encontram em entradas de lugares importantes ou dentro de dungeons. Quando o jogador volta no seu jogo, ele continuará exatamente dessa estátua em que o progresso foi salvo. Isso é bastante útil se você precisar sair no meio de um dungeon. Essas estátuas também podem servir como atalhos - elas servem como novas entradas nas regiões da superfície. Assim que você entra em uma região, tem as opções mostrando em qual delas você pode descer.

Os quebra-cabeças são uns dos melhores da série. Eles são muito bem pensados e criativos. Alguns deles chegam a ser bastante complexos, se tornando um verdadeiro desafio para o jogador. Os enigmas são espalhados por todo o jogo - tanto fora quanto dentro dos dungeons. São revolucionários, e muito divertidos de serem resolvidos.


Dungeons


A primeira vista, os dungeons podem parecer pequenos e chatos, mas não é bem assim. Os dungeons melhoraram bastante, e tem muito mais conteúdo (inimigos, puzzles, etc) concentrado devido ao seu menor tamanho. Todos eles têm um desing incrível, e ótimos puzzles. O uso dos itens nos dungeons também é muito eficiente e aproveitado, sendo usados constantemente por todo o dungeon. Os temas foram muito bem pensados, e todo dungeon é acompanhado de uma trilha sonora bem adequada para ele. O primeiro deles, que geralmente é visto como uma introdução do jogo, já é bem complexo. Todos se encaixaram muito bem no game, sendo uns dos pontos mais fortes do gameplay. Eles são os melhores dungeons de toda a série, e chegam a ser o ponto mais forte do game.


Nota dos Dungeons: 10


Controles


Skyward Sword faz total uso dos inovadores controles de movimento do Wii. Ele requere o uso do Wii Motion Plus, aparelho que proporciona movimentos no jogo totalmente sincronizados a realidade. Link move a espada conforme você move o Wii Mote, uma novidade muito divertida. Os controles são a maior novidade na jogabilidade, e são muito bem usados o tempo todo, chegando a revolucionar o gameplay de um Zelda. Eles são bem intuitivos e confortáveis, tendo uso bastante eficaz. É verdade que existem problemas, como não funcionar apropriadamente, mas isso ocorre raramente, e são poucas vezes em que você precisa parar e recalibrá-los. Eles são usados para tudo - itens, combate, enigmas, chefes -, revolucionando o modo de jogar.


Nota dos Dungeons: 10


Mundo


O céu é o mundo aberto do jogo, onde se pode andar livremente em seu Loftwing. Os Loftwings são grandes pássaros em que os humanos de Skyloft têm uma forte ligação. Com ele, é possível viajar por várias ilhas. O céu é aparentemente grande, mas é bem vazio. Apenas algumas ilhas flutuantes tem algo para fazer, e poucos delas são habitadas. Skyloft é o único vilarejo no jogo, onde se concentra a maior parte dos afazeres. O resto das ilhas servem apenas para decoração. A maioria abriga tesouros, mas há algumas habitadas por humanos que são mais interessantes, e contém algumas diversões. Felizmente, Skyloft já é bem grande e abriga muitas pessoas, tendo várias missões secundárias. O céu não precisava ser muito grande nem muito pequeno, mas poderia ser mais rico e explorável.

Os principais locais do jogo são as diferentes regiões da superfície. É onde se concentram os dungeons, inimigos, quebra-cabeças, e perigo. A superfície é dividida em três regiões, cada uma com seu tema elemental. Elas são bem diversificadas: você vai passar por vulcões, florestas, desertos, etc. A superfície não é um lugar para sidequests e distrações. É onde tem ação, onde o verdadeiro conteúdo está. É precisar resolver enigmas e batalhar inimigos constantemente. Diferente de outros jogos, essas áreas se tornaram como um dungeon ao ar livre. Elas são revisitadas repetidas vezes durante o jogo. A cada revisita, mais uma parte da região será revelada, com novos desafios. Isso faz com que os locais não sejam simplesmente visitados uma vez e depois abandonados no jogo, fazendo um otimo uso de cada um deles. A superfície não é tão grande, e eventualmente essas revisitas se tornam repetitivas de mais. Faltaram regiões de outros elementos mais variados. Esse novo esquema de revisitas tornou essas áreas muito mais utilizadas e exploradas, mas seria melhor ter mais regiões com outros temas variados.

O novo meio de transporte é o seu Loftwing, que permite a transição entre Skyloft e a superfície. É um transporte bem rápido e relaxante. A maior parte do céu é segura, por isso voar se tornou um descanso da superfície. O céu tem apenas alguns inimigos para te atrapalhar, mas isso não atrasa a viajem nem causa muitos problemas. Voar é um meio bastante rápido e eficiente de viajar de ilha em ilha. A única grande decepção é a ausência do sistema de combate ao voar. Seria muito mais interessante poder atirar algum tipo de projétil, ou até mesmo usar seus itens, em cima de seu pássaro quando lutando com inimigos, principalmente em batalhas de chefe.

Nota do Mundo: 8,0


Combate


O combate se tornou muito mais intenso com a adição dos novos controles de movimento. A batalha é muito mais disputada e estratégica. Os inimigos se protegem de seus ataques especificamente, e requerem sua paciência para o exato momento do ataque. Os novos controles permitem atacar nas oito principais direções com a espada, além de outros movimentos mais complexos. Inimigos mais fortes e espertos requerem mais estratégia, e é preciso analisá-lo e descobrir seu ponto fraco.

A inteligência artificial foi bastante trabalhada e bem feita. Os inimigos agora estão mais atentos e espertos. Eles reagem muito bem aos ataques e uso de itens, contra atacando, defendendo e esquivando de uma maneira muito realística as mais variadas situações - o que pode ser engraçado muitas vezes. São várias estratégias que podem ser usadas para vencer um inimigo, o que torna a luta mais dinâmica. A dificuldade não é extremamente alta, mas é o suficiente para te levar a tela de 'game over' várias vezes.


Nota do Combate: 10


Itens


Os itens principais tiveram um ótimo uso em Skyward Sword. A quantidade, comparada a outros jogos, diminuiu, mas isso fez com que eles sejam bem mais usados do início ao fim. Todos eles fazem ótimo uso dos novos controles de movimento, e são bastante úteis por todo o jogo. O uso do Wii Motion Plus é bastante intuitivo e divertido. Os itens não são apenas usados em seus dungeons, eles continuam sendo usados em outros dungeons até o final do jogo. Os novos itens são bem criativos, e bastante úteis. É claro que tem itens (tanto novos como os reutilizados) que são pouco usados ou tem funções limitadas, o que é uma decepção. A bomba é o único item que não faz um bom uso do Wii Motion Plus. Quando você tenta rolar uma bomba (enquanto estiver) sentado, o jogo talvez não reconheça o movimento, mas isso não é muito frequente.

Um novo sistema de aprimoramento foi adicionado ao jogo. Ele permite que você aprimore alguns dos seus itens principais para seu melhoramento em determinados aspectos, como durabilidade, velocidade, munição, poder, etc. Ele é bem útil para a aventura, mas é totalmente opcional. Infelizmente, o sistema não foi totalmente aproveitado. Os itens aprimoráveis podem ser aprimorados poucas vezes, e alguns itens muito importantes nem podem ser aprimorados, o que foi um total desperdício. Teoricamente, a ideia do upgrade system é muito boa, mas na prática o sistema não se saiu como o esperado. Mesmo assim, ele é bastante útil e inovador para a série, e adiciona um pouco mais de RPG ao jogo.


Nota dos Itens: 9,0


Chefes


Os chefes são bastante desafiadores e difíceis, e requerem habilidade. A dificuldade vai aumentando de pouco em pouco, mas desde o primeiro chefe a batalha já é bastante épica. Diferente dos outros jogos, nem todos os chefes de dungeon requerem que você use o item do dungeon: várias batalhas são focadas apenas na luta de espadas. Os chefes são bastante criativos e bem feitos, variando de pequenos humanóides a monstros gigantes. Alguns chefes são quase insignificantes para a estória, quero dizer, eles só aparecem na batalha e pronto. Porém outros bosses são personagens bastante explorados no jogo, o que torna a batalha mais interessante.

Alguns deles são enfrentados várias vezes, e vão ficando cada vez mais fortes a cada batalha. Os chefes também não apenas se concentram nos dungeons - vários chefes são batalhados na parte externa e até mesmo no céu. Essas batalhas "diferentes" são bastante épicas e prazerosas. Os cenários escolhidos para cada chefe de mundo aberto é muito bem feito e adequado para o clima da batalha.


Nota dos Chefes: 9,0


Personagens


Os personagens de Skyward Sword são muito criativos e bem profundos, sendo bem explorados pelo jogo. São bastante envolventes na estória, e quase todos eles oferecem ou participam de uma sidequest. Os personagens principais são bastante interessantes e alguns deles são bem misteriosos por grande parte do jogo, mas os personagens secundários também são muito utilizados. A maioria tem alguma estória interessante ou coisa para falar. Eles não se limitam a raça humana - as principais raças chegam a ter vários membros, com apenas poucos sendo importantes. São muitas personalidades diferentes, sendo algumas engraçadas, interessantes, estranhas, misteriosas, bizarras, etc. Todos os personagens são muito bem trabalhados.

Fi é uma espécie  de espírito feminino que serve como uma guia para o jogador, ajudando-o constantemente, sendo bem útil. Sua personagem é muito interessante e misteriosa. Ela se comporta como um robô e não compreende as emoções humanas, falando muitas estáticas e porcentagens. Fi é capaz de dar várias informações quando solicitada, sendo algumas delas meio obvias. Mas ela pode ser útil se você esqueceu o objetivo atual ou precisa de ajuda para derrotar um inimigo, além de também poder analisar um personagem detalhadamente. Fi não é uma espécie de "ajuda" irritante, e não fala muito. Seu personagem foi pouquíssimo explorado, tendo um desperdício de uma personagem misteriosa tão interessante como essa.


Nota dos Personagens: 9,0


Conclusão


Skyward Sword é uns dos melhores jogos de todos. É um jogo revolucionário para a série Zelda, com seus novos controles de movimento, gráficos impressionantes, música fantástica, e uma ótima estória. Seus dungeons são os melhores da série, e seus personagens são umas das personalidades mais trabalhadas de todos os Zeldas. O jogo te prende do começo ao fim, e você com certeza vai querer zerar ele várias e várias outras vezes. O tamanho do game é imenso, com muita coisa para fazer e muitos itens coletáveis para achar além de sua estória principal. Se você quiser, você jogar 100 horas e ainda vai ter o que fazer. Skyward Sword é definitivamente uns dos melhores jogos da franquia, se não o melhor, e chega a ser um dos melhores jogos de todos os tempos. Nenhum jogo é perfeito, e Skyward Sword tem alguns problemas, mas ele quase chegou à nota 10 - à perfeição. Valeu a pena a espera de cinco anos de produção.


"Simplesmente Épico" - Link


Positivos:



  • Melhores Dungeons da série, com ótimos puzzles e excelentes chefes

  • Gráficos cel-shaded impressionistas muito bem feitos, perfeitos para o jogo

  • Músicas orquestradas bem trabalhadas, sendo muito memoráveis

  • Controles de movimento revolucionários, mudando o jeito de jogar

  • Personagens bem criativos e profundos, muito bem utilizados

Negativos:



  • A harpa é muito irrelevante e mal utilizada, muito simples de tocar

  • Mundo muito pequeno e pouco variado, e o céu é muito vazio

  • Alguns itens não foram totalmente aproveitados, tendo funções limitadas

  • Fi é um desperdício de criatividade que quase não faz parte do jogo

Informação sobre o jogo:


Publicadora: Nintendo

Desenvolvedora: Nintendo

Genero: Ação Aventura

Número de Jogadores: 1

Data de Lançamento: 20 de Novembro, na América

Recomendação: Todos acima de 10 anos: contém sangue animado, malicia comica, violencia fantasiada

Disponível: apenas no Wii

Mais informações: Site oficial do jogo


2 Comentários

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